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Catálogos de cursos superiores de Tecnologia

O Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia disciplina as denominações dos cursos oferecidos por instituições de ensino públicas e privadas e orienta a escolha dos estudantes. Com o propósito de aprimorar e fortalecer os cursos superiores de tecnologia e em cumprimento ao Decreto n° 5.773, de 9 de maio de 2006, o catálogo funciona como um guia para estudantes, educadores, instituições, sistemas e redes de ensino, entidades de classe, empregadores e o público em geral.
Ele organiza e orienta a oferta de cursos superiores de tecnologia, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a educação profissional de nível tecnológico e em sintonia com a dinâmica do setor produtivo.
O documento está estruturado em quatro partes, com um anexo. No início traz o nome do curso, a descrição do perfil da formação profissional que deve ser oferecida, a carga horária mínima e a infra-estrutura recomendada. No anexo, uma tabela relaciona todas as denominações de cursos encontradas no país e sob qual nomenclatura estão agrupadas.
O instrumento reúne os cursos em dez eixos tecnológicos e não mais nas 20 áreas profissionais. Os eixos — alimentos, recursos naturais, linguagem e design, gestão e serviços, infra-estrutura, controle e processos, produção industrial, hospitalidade, informação e telecomunicação, ambiente e saúde — são entendidos como grandes agrupamentos de afinidades científicas e tecnológicas.
O Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia é produto de uma série de audiências e debates promovidos pelo MEC. Foram ouvidos especialistas das áreas profissionais e entidades de classe, feitos estudos da legislação específica e analisados catálogos congêneres adotados em outros países. Conforme determina o artigo 2º da Portaria MEC nº 1.024, de 2006, a publicação passa por revisões anuais, em agosto e setembro, nas quais as instituições de ensino podem pedir a inclusão de cursos ou sugerir mudanças no documento. Atualmente, o catálogo totaliza 98 nomenclaturas.
Graduação — Os cursos superiores de tecnologia têm duração mínima de dois anos, mas predominam os de três. A maioria é oferecida pelos centros federais de educação tecnológica (Cefets), por universidades e centros universitários. O conteúdo tem fundamentação científica.
Assim como ocorre com os cursos superiores de graduação, os de tecnologia passam por processos de autorização e reconhecimento, como determina o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Assessoria de Comunicação Social